domingo, 9 de junho de 2024

Karlos Wendell: De improviso à paixão e sucesso absoluto em Portugal

 

Há 20 anos o amor fez mudá-lo para Portugal. Na mala, Karlos Wendell, carregava o sonho de terminar o curso de Direito mas quis o destino que o universo dos cabelos se cruzasse no seu caminho. Numa entrevista à Tom sobre Tom, fala-nos do seu percurso até aos dias de hoje em que se afirma como um profissional de cabelo que “faz tudo”, revela- nos como alcançou o sucesso nos canais digitais e ainda partilha alguns detalhes da sua participação no Hairstyle – The Talent Show Brasil 2023, onde levou a bandeira de Portugal a palco.

Nasceu no Brasil mas foi em Portugal que a profissão de cabeleireiro entrou “de improviso” na sua vida. Quer contar-nos como tudo aconteceu?

Eu nunca tive a ambição de ser cabeleireiro e por isso quando cheguei a Portugal há 20 anos atrás, pensei em estudar e acabar o curso de Direito, mas precisava de me destacar, não podia estar sem fazer nada. Foi aí que uma amiga minha me disse que eu devia seguir a profissão de cabeleireiro, mas eu achava que não tinha jeito e por isso optei por ser empregado de mesa nos primeiros dois meses. Um dia fui a um salão cortar o cabelo e fazer um alisamento, mas correu mal. Mas o destino pregou-me uma partida (risos) como a proprietária estava a precisar de um assistente para varrer o chão, lavar cabeças e atender o telefone, e como pagavam mais do que aquilo que eu recebia como empregado de mesa, decidi aceitar. E foi aqui que despertou a minha paixão pelo mundo dos cabelos.

Quando decidiu que esta seria a sua profissão, que formações frequentou?

No primeiro salão onde trabalhei conheci uma pessoa do Centro de Formação de Cruz de Pau que acreditou no meu potencial como cabeleireiro e então convidou-me para assistir às aulas mesmo não estando inscrito porque eu ainda não tinha o visto. Foi a minha primeira formação onde comecei a dedicar-me verdadeiramente à profissão e onde, depois de ir ao Brasil obter o visto de trabalhador, recebi a carteira profissional. Depois fiz formação para ser formador e, entre 2013 e 2014, fui a várias feiras no Brasil fazer shows em palco onde dei formação em vários estados. Também frequentei o curso profissional de Craft na L’Oréal de 6 meses sobre correcção de cor, design de coloração, consulta de formação e estrutura capilar e outros no Brasil.

Neste seu percurso, que nomeações e prémios conquistou?

Já recebi vários inclusive no Brasil, um dos mais importantes foi a Medalha de Mérito Renascença fundada pelo governador do Piauí. Fui o primeiro cabeleireiro do meu estado a receber esta medalha. Em Portugal recebi o prémio de embaixador e o prémio de personalidade pela revista Top News, ambos pelo trabalho que faço tanto nas redes sociais como no mundo dos cabelos.

 

Fazendo uma retrospectiva da profissão de cabeleireiro, o que acha que mais mudou neste 20 anos?

Acho que o que mais mudou foi a Internet, tanto para o bom como para o mau. É um grande aliado da profissão porque ajuda a divulgar o nosso trabalho, mas acho que abre muitas portas para pessoas que não sabem fazer nada e só sabem tirar fotos de cabelos. Antigamente tínhamos de estudar como eu estudei, sofri para conseguir a minha carteira profissional e actualmente qualquer pessoa pode abrir um salão e ser cabeleireiro, basta ter um bom telefone e tirar boas fotografias.

Quais são então para si os principais desafios de um cabeleireiro actualmente e que papel tem aqui a formação na resposta a estes desafios?

O maior desafio do profissional de beleza é reinventar-se todos os dias porque se ficarmos parados, amanhã outros irão ocupar o nosso lugar e por isso temos de trazer novidades constantemente. Investir na formação é fundamental porque existem pessoas que acham que sabem tudo quando hoje estão sempre a surgir milhões de coisas novas que desconhecemos.

Em que áreas deverão os profissionais apostar?

Principalmente na colometria porque se não a dominarmos, não sabemos fazer o resto. E depois, no atendimento ao cliente, acho que falta um pouco também.

que foi o que fez crescer muito.

Quais os conteúdos mais visualizados e comentados?

No Instagram, neste momento ainda é sobre o corte de cabelo que não correu bem no reality show e no meu canal de Youtube o que está agora em alta é uma permanente. Já ninguém usava permanentes mas de repente aquilo teve um “boom” gigantesco e começaram a perguntar-me qual era o produto que estava a usar para poderem fazer o mesmo. Depois também tenho um vídeo com dois milhões de visualizações que é sobre uma cliente que foi fazer um alisamento num salão e o cabelo dela caiu, então ela veio ao
meu salão desesperada para recuperar o cabelo.

Que recomendação deixa aos profissionais de beleza na utilização das redes sociais?

Actualmente, um profissional de beleza sem uma rede social é como um carro sem motor. Posso ser o melhor do mundo mas se ninguém vir o que estou a fazer, não serve de nada. É fundamental estar no digital. Antes de ter redes sociais, tinha um blogue onde partilhava fotografias dos meus trabalhos, depois mandava imprimir e colocava numa parede do salão e as clientes adoravam. Todos os meses mudava aquela parede com novas imagens, ou seja, aquilo era a minha rede social.batalhadora e quando me meto em algo quero ser sempre melhor então, enquanto ainda estava a fazer os cursos já sentia vontade de ter um salão. Comecei por trabalhar em vários salões mas não me identificado com nenhum, isto é, não me inspiravam e para trabalhar preciso de ter inspiração. Uma vez fui trabalhar para uma barbearia onde aluguei uma cadeira mas só podia atender senhoras num salão para homens. Na altura foi uma decisão complicada, alguns até me achavam “louco” porque atendia senhoras numa barbearia. Mais tarde, o dono teve um problema e fechou a barbearia, eu fiquei com ela e transformei-a num salão feminino, o meu primeiro salão.


A Alfaparf Milano está a ter um papel fundamental para mim porque estou a dar formação e também me ajudaram bastante neste projecto do meu novo salão e apoiam-me muito com as redes sociais

Que papel está a ter esta parceria no seu percurso profissional e naquilo que projecta para o seu futuro?

A Alfaparf Milano está a ter um papel fundamental para mim porque estou a dar formação e também me ajudaram bastante neste projecto do meu novo salão e apoiam-me muito com as redes sociais, algo que as outras marcas não faziam.

Fale-nos da sua experiência no Hairstyle – The Talent Show Brasil. O que o motivou a participar?

Já me tinham convidado para vários realities mas nunca nenhum falava sobre o meu trabalho. Quando me fizeram o convite para ir para Espanha participar no Hairstyle – The Talent Show Brasil, não pensei duas vezes porque se existe bandeira que sempre levantei foi a do cabeleireiro. É claro que me deu algum frio na barriga por medo mas como era o meu trabalho decidi arriscar.

Que significado teve para si levar as cores da bandeira portuguesa ao concurso?

Senti-me o máximo porque era o único a representar Portugal. Chamavam-me o “português de Portugal” e eu senti-me incrível, primeiro por estar a abrir caminho para outros profissionais e depois porque foi super gratificante levar a bandeira de Portugal, afinal de contas já sou português pois moro aqui há 20 anos e toda a trajetória de cabelo aprendi cá.



Como se preparou para a sua prestação?

Tentei preparar-me de várias formas para fazer madeixas, alisamentos mas nada do que preparei cheguei a utilizar. O mesmo aconteceu com os outros participantes que estiveram no programa. Por exemplo, nunca imaginei ter de fazer uma maquilhagem porque não sou maquilhador, mas no concurso tive de fazer por isso tudo o que preparei para o concurso teve de ser construído durante a prestação da prova.

Quais os conteúdos mais visualizados e comentados?

No Instagram, neste momento ainda é sobre o corte de cabelo que não correu bem no reality show e no meu canal de Youtube o que está agora em alta é uma permanente. Já ninguém usava permanentes mas de repente aquilo teve um “boom” gigantesco e começaram a perguntar-me qual era o produto que estava a usar para poderem fazer o mesmo. Depois também tenho um vídeo com dois milhões de visualizações que é sobre uma cliente que foi fazer um alisamento num salão e o cabelo dela caiu, então ela veio aom eu salão desesperada para recuperar o cabelo.

Que recomendação deixa aos profissionais de beleza na utilização das redes sociais?

Actualmente, um profissional de beleza sem uma rede social é como um carro sem motor. Posso ser o melhor do mundo mas se ninguém vir o que estou a fazer, não serve de nada. É fundamental estar no digital. Antes de ter redes sociais, tinha um blogue onde partilhava fotografias dos meus trabalhos, depois mandava imprimir e colocava numa parede do salão e as clientes adoravam. Todos os meses mudava aquela parede com novas imagens, ou seja, aquilo era a minha rede social.

Via Tom Sobre Tom

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